Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/1145
Tipo: Dissertação
Título: O diário como utopia: Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus
Autor(es): Andrade, Leticia Pereira de
Abstract: Leitura e reflexão critica sobre a obra Quarto de despejo (1960), de Carolina Maria de Jesus (1914-1977), sob um ponto de vista que não privilegia o sociológico, mas o estético por meio da análise da linguagem, de algumas questões do enredo e do uso da forma narrativa do diário. Para tanto, utilizamos como ponto de partida o conceito de utopia descrito por Szachi (1972) em sua dupla significação: 1. negação e não lugar, tratando de como a obra não faz parte da historiografia literária brasileira; 2. afirmação e lugar sim, tratando de como a obra pode ser vista como representante da escrita feminina no Brasil e de uma literatura dita autobiográfica. Ao questionarmos o sucesso inicial de Quarto de Despejo no Brasil e no exterior, o que tornou parcialmente realidade a utopia caroliniana, questionamos também as razões do descaso da comunidade academica que a relegou ao esquecimento. Em contrapartida, trazemos para o debate as posições de Lajolo (1995/1996), Perpétua (2003), Sousa (2004) e Fernandez (2006) que reiteram o caráter auto-reflexivo, singular, critico e poético da obra, construída por meio de uma linguagem fragmentada, reciclada, rasurada e, por conseguinte, única na revelação ou recriação da existencia, o que deveria lhe garantir um lugar (topus) dentre os escritores considerados como tais.
La Lecture et la réflexion critique sur la oeuvre Le Dépotoir (1960), de Carolina Maria de Jesus (1914-1977), sous un point de vue qui ne privilégie pas l'aspct sociologique, mais l'esthétique à travers l'analyse de la langage, de quelques questões de l'intrigue et de l'usage dans le chemin narratif du journal. Dans celui, nous avons utilisé comme point de départ le concept de l'Utopie décrit par Szachi (1972) dans sa double signification: 1. négation et < non > place, traitant comme l'oeuvre ne fait pas partie de l'historiographie littéraire brésilienne; 2. déclaration et < oui > place, traitant comme l'oeuvre peut etre vu comme représentant de l'écriture féminine au Brésil et d'une littérature autobiographique. Quand nous questionnons le succès initial de Le Dépotoir au Brésil et dans l'extérieur, devenir partiellement la réalité de l'Utopie Caroliniana, nous avons aussi questionné les raisons du mépris de la communauté académique qu'il l'a reléguée au manque de mémoire. Dans compensation, nous apportons pour le débat les places de Lajolo (1995/1996), Perpétua (2003), Sousa (2004) et Fernandez (2006) cela réitère le caractère auto-réflexive, singulier, critique et poétique à l'oeuvre, construit à travers une langue fragmentée, recyclé, raturée et, par conséquent, seulement révéler ou recréer l'existence, ce qui devrait garantir une place à (topus) parmi les écrivains considérés comme tel.
Palavras-chave: Historiografia
Crítica Literária
Literatura Brasileira
Escritores
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/1145
Data do documento: 2008
Aparece nas coleções:Programa de Pós-graduação em Letras (Campus de Três Lagoas)

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