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Tipo: Dissertação
Título: A produção do espaço periférico: análise das desigualdades socioespaciais em Campo Grande (MS) a partir do Índice de Qualidade de Vida Urbana (IQVU)
Autor(es): HIGOR CIRILO DA COSTA
Primeiro orientador: Rafaela Fabiana Ribeiro Delcol
Resumo: As desigualdades socioespaciais em Campo Grande (MS) são abordadas nesse trabalho, a partir da compreensão de sua produção, cujo o enquadramento é oriundo da Teoria do Desenvolvimento Geográfico Desigual (TDGD) e da Teoria Marxista Dependência (TMD), o instrumento de mensuração utilizado é o Índice de Qualidade de Vida Urbana (IQVU) de Campo Grande, que é analisado para além de seus resultados, mirando, de um lado, nos conceitos que embasam a sua produção, e de outro, a sua apropriação e os resultado disso decorridos. O fio condutor do trabalho parte do questionamento de como é produzida e expressada a desigualdade socioespacial de Campo Grande, a partir do IQVU, e questiona-se também se o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental de Campo Grande (PDDUA) do município utiliza esse índice para fazer frente às desigualdades. Ademais, interroga-se sobre quem faz uso e se apropria do IQVU e quais os impactos dessa apropriação na produção do espaço urbano de Campo Grande. Os objetivos específicos são: conceituar a Teoria do Desenvolvimento Geográfico Desigual estabelecendo uma relação com a Teoria Marxista da Dependência; interpretar o IQVU sobre o espaço intraurbano de Campo Grande, relacionando-o às desigualdades socioespaciais e; compreender se há correlação entre as informações produzidas pelo índice social e as determinações contidas no PDDUA. A metodologia utilizada é a pesquisa bibliográfica, para o desenvolvimento teórico do trabalho e pesquisa documental em legislações municipais. Além disso, utilizou-se de análise de conteúdo jornalístico e publicitário acerca do IQVU e da qualidade de vida, em Campo Grande. Como resultado, observa-se que a produção do espaço urbano na periferia do capitalismo ocorre tendo como pressuposto e produto as desigualdades socioespaciais, de modo que a superexploração, a transferência de valor e a cisão de ciclos de capitais, são categorias fundamentais para matizar a compreensão dos efeitos provocados pelo movimento “em vaivém” do capital, que no espaço urbano encontra no sistema da renda do solo seu elemento unificador. Ainda, as desigualdades socioespaciais são produzidas cotidianamente por agentes sociais concretos, através de práticas socioespaciais. O IQVU de Campo Grande, ao mesmo tempo que mensura as diferenças no espaço urbano de Campo Grande, não é utilizado na principal política urbana de Campo Grande, de modo que sua apropriação se dá em práticas socioespaciais diferenciadoras, que formam imagens da cidade cuja finalidade é a valorização imobiliária e a venda da cidade. Nesses marcos, a utilização do IQVU e da qualidade de vida, se dá num cenário de mundialização do espaço urbano, cujo resultado é o aprofundamento das desigualdades socioespaciais.
Abstract: This study addresses socio-spatial inequalities in Campo Grande (MS) by examining their production through the frameworks of Uneven Geographical Development Theory (UGDT) and Dependency Theory (DT). The primary metric used for this analysis is the Urban Quality of Life Index (UQLI) of Campo Grande. This index is analyzed not only for its outcomes but also through the concepts underpinning its creation and the ways it is applied and appropriated. The guiding question of this research is how socio-spatial inequality in Campo Grande is produced and manifested via the UQLI, and whether the city’s Urban and Environmental Development Master Plan (UEDMP) utilizes this index to address these inequalities. Additionally, the study investigates who uses and appropriates the UQLI and the impacts of such appropriation on the production of urban space in Campo Grande. The specific objectives are to: conceptualize Uneven Geographical Development Theory in relation to Dependency Theory; interpret the UQLI in the intra-urban space of Campo Grande, linking it to socio-spatial inequalities; and understand whether there is a correlation between the information provided by this social index and the policies outlined in the UEDMP. The methodology involves bibliographic research for theoretical development, as well as documentary research in municipal legislation. Furthermore, content analysis of journalistic and promotional materials related to the UQLI and quality of life in Campo Grande was conducted. The results reveal that urban space production in the periphery of capitalism is both predicated upon and results in socio-spatial inequalities.; in a way that super-exploitation, value transfer, and fragmented capital cycles are all essential for understanding the effects of capital’s cyclical "to-and-fro" movement and find its unifying element in the land rent system within urban space. Moreover, socio-spatial inequalities are continuously produced by specific social agents through socio-spatial practices. The UQLI in Campo Grande, while measuring disparities within the urban space, is not employed in the primary urban policy of Campo Grande, thus enabling its appropriation in differentiated socio-spatial practices that shape city images intended for real estate valorization and city marketing. In this context, the use of the UQLI and the concept of quality of life occur in a scenario of urban spatial globalization, which ultimately deepens socio-spatial inequalities.
Palavras-chave: desigualdades socioespaciais
diferenciação socioespacial
indicadores sociais
IQVU
imagem de cidade.
País: Brasil
Editor: Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Sigla da Instituição: UFMS
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/9776
Data do documento: 2024
Aparece nas coleções:Programa de Pós-graduação em Geografia (Campus de Três Lagoas)

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