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Tipo: Dissertação
Título: Efeito da lectina de Dioclea violacea (MART. EX BENTH) no desenvolvimento de Aedes aegypti (LINNAEUS, 1762) (DIPTERA, CULICIDAE)
Autor(es): Souza, Alessandra Nobre
Primeiro orientador: Macedo, Maria Lígia Rodrigues
Abstract: Aedes aegypti é um vetor importante do vírus da febre amarela, dengue, chikungunya e zika. Inseticidas naturais estão sendo estudados como alternativa para controle dos mosquitos na tentativa de minimizar o desenvolvimento de resistências. O surgimento de populações de insetos resistentes devido à utilização de inseticidas sintéticos tem estimulado a procura por inseticidas naturais, incluindo lectinas (proteínas que reconhecem especificamente carboidratos). Lectinas promovem a aglutinação de eritrócitos e participam em muitos processos celulares, tais como o acolhimento de glicose de defesa, comunicação celular, fertilização e desenvolvimento. A semente de Dioclea violacea, uma videira da família Fabaceae distribuída na Argentina, Paraguai e Brasil, contêm uma lectina cujo efeito biológico sobre o desenvolvimento do Aedes aegypti é desconhecido. Nesse trabalho foi analisado o efeito da lectina de Dioclea violacea na sobrevivência e desenvolvimento das larvas de Aedes aegypti. A lectina de Dioclea violacea foi isolada a parti do extrato bruto, o qual foi submetido a cromatografia de afinidade em coluna Sephadex G-50, dialisado e liofilizado. Os ensaios foram realizados em triplicata com larvas neonatas à emergência do adulto e com larvas de 3º ínstar durante 96 horas. A atividade ovicida foi realizada em triplicata contendo 50 ovos de Aedes aegypti e observada durante 96 horas. Foi medida nos diferentes tratamentos as atividades enzimáticas de tripsina, quimotripsina, acetilcolinesterase e fosfatases. A exposição crônica das larvas em lectina de Dioclea violacea promoveu um atraso no desenvolvimento larval e provocou mortalidade de 26,66% e 62,66%, em 72 horas a concentrações de proteína de 0,05 e 0,1 mg / mL respectivamente. Após 216 horas, a mortalidade aumentou para 69,33% (0,05 mg / ml) e 94,66% (0,1 mg / mL). A lectina não tem capacidade de impedir a eclosão dos ovos, entretanto, mostrou-se um aumento na mortalidade em 24 horas de 48,9% sobre larvas neonatas tratadas desde sua eclosão. O teste de toxicidade aguda não afeta a sobrevivência, no entanto, reduz a atividade enzimática da tripsina, quimotripsina e acetilcolinesterase. Já a fosfatase ácida e alcalina teve sua atividade aumentada. Ainda observou-se a extrusão da membrana peritrófica em ambos os tratamentos. Conclui-se que a Dioclea violacea tem ação inseticida sobre larvas neonatas de Aedes aegypti, podendo ainda provocar estresse celular nos diferentes tratamentos.
Aedes aegypti is an important vector of yellow fever virus, dengue, chikungunya and zika. natural insecticides are being studied as an alternative for mosquito control in an attempt to minimize the development of resistance. The emergence of resistant insect populations through the use of synthetic insecticides has spurred the search for natural insecticides, including lectin (proteins which specifically recognize carbohydrates). Lectins promote agglutination of erythrocytes and participate in many cellular processes, such as glucose host defense, cell communication, fertilization and development. The Dioclea seed violacea a Fabaceae vine distributed in Argentina, Paraguay and Brazil, contain a lectin whose biological effect on the development of Aedes aegypti is unknown. In this paper we analyzed the effect of lectin Dioclea violacea in the survival and development of the larvae of Aedes aegypti. The lectin was isolated Dioclea violacea left the crude extract, which was subjected to affinity chromatography on Sephadex G-50 column, dialyzed and lyophilized. Assays were performed in triplicate with neonate larvae to the adult emergence and 3rd instar larvae for 96 hours. The ovicidal activity was performed in triplicate containing 50 eggs of Aedes aegypti and observed for 96 hours. It was measured on different treatments the enzymatic activities of trypsin, chymotrypsin, and phosphatase acetylcholinesterase. Chronic exposure of larvae lectin Dioclea violacea promoted a delay in larval development and caused mortality of 26.66% and 62.66%, in 72 hours the protein concentrations of 0.05 and 0.1 mg / ml respectively. After 216 hours, the mortality increased to 69.33% (0.05 mg / ml) and 94.66% (0.1 mg / ml). The lectin is unable to prevent the eggs hatch, however, showed an increase in mortality in 24 hours 48.9% of larvae neonate treated since its outbreak. The acute toxicity test does not affect survival, however, reduces the enzymatic activity of trypsin, chymotrypsin and acetylcholinesterase. Since acid and alkaline phosphatase had its increased activity. Still it observed extruding the peritrophic membrane in both treatments. It is concluded that the Dioclea violacea has insecticidal activity against larvae of Aedes aegypti neonate, and may also cause cellular stress in different treatments.
Palavras-chave: Inseticidas
Lectinas
Aedes
Dioclea
Culicidae
Dípteros
Tipo de acesso: Acesso Restrito
URI: https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/2972
Data do documento: 2016
Aparece nas coleções:FAMED - Pós-Graduação em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste
Programa de Pós-graduação em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste

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