Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/14258
Tipo: Dissertação
Título: Processos formativos no contexto das disciplinas escolares: identidades e diferenças na produção de sentidos sobre o papel da escrita nas aulas de História.
Autor(es): DANIELLE DOS SANTOS BARRETO
Primeiro orientador: Maria Aparecida Lima dos Santos
Resumo: A presente pesquisa de mestrado está associada à linha de pesquisa “Processos formativos, práticas educativas, diferenças” do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (PPGEdu/UFMS). Nossas análises têm apontado que a forte presença de práticas docentes inspiradas na chamada “concepção tradicional de ensino de História”, cujas qualidades centrais são o memorismo, o conteudismo, a linearidade e a reafirmação de uma perspectiva eurocêntrica, parece-nos ser reforçada pela concepção de que a língua escrita é concebida como técnica e, por isso, vista como um apoio fundamental para uma aprendizagem voltada à memorização. Partindo desse pressuposto, esta pesquisa considera que tanto a escrita quanto o ensino de História são práticas contextualizadas e políticas, e sendo a escrita, essencialmente, uma prática política. Nesse contexto, não existe uma escrita pensada no singular, mas diversas maneiras de se expressar dentro de uma sociedade de cultura escrita (Santos, 2024). Como fundamentação teórico-metodológica, a pesquisa se apoia nos princípios da pesquisa qualitativa em vertente interpretativa e de viés etnográfico, objetivando analisar os sentidos que os docentes atribuem ao papel da escrita nas aulas de História, considerando, em adição, a temática das identidades, das diferenças, e das relações raciais nos processos formativos escolares. Para analisar os dados produzidos a partir da observação de aulas e entrevistas com professores de duas escolas públicas, buscamos articular referenciais dos Estudos Culturais, da pós-modernidade e do pós-colonialismo, com as perspectivas críticas e pós-críticas em Educação e em Ensino de História, relacionando as discussões a partir de estudos sobre relações raciais. A recorrência de alguns significantes no discurso de outros docentes de outras instituições escolares evidencia a existência de redes de significações pelas quais certas maneiras de ensinar História se reproduzem e se reinventam. Desse modo, não é possível afirmar com certeza os motivos de determinadas escolhas dos docentes, no entanto, com base no paradigma indiciário de Ginzburg (1989), podemos levantar hipóteses e observar pistas, marcas e rastros deixados nas falas, ações e gestos dos sujeitos. Essas evidências, articuladas às redes de significações (Furlan, 2004) e à ideia de sentidos (Hall, 2016), permitem compreender que o que está em jogo não é apenas o “ensinar História”, mas o modo como esse ensino se articula a determinados projetos de formação e a processos de produção de subjetividades marcados por relações de poder, silenciamentos e apagamentos.
Abstract: The present master's research is associated with the research line “Formative processes, educational practices, differences” of the Graduate Program in Education of the Federal University of Mato Grosso do Sul (PPGEdu/UFMS). Our analyses have pointed out that the strong presence of teaching practices inspired by the so-called “traditional conception of History teaching”, whose central qualities are memory, content, linearity and the reaffirmation of a Eurocentric perspective, seems to us to be reinforced by the conception in which the written language is conceived as a technique and, therefore, seen as a fundamental support for learning focused on memorization. Based on this assumption, this research considers that both writing and the teaching of History are contextualized and political practices, and writing, essentially, is a political practice. In this context, there is no writing thought of in the singular, but several ways of expressing oneself within a society of written culture (Santos, 2024). From the theoretical-methodological point of view, the research is based on the principles of qualitative research in interpretative and ethnographic bias, with the objective of analyzing the meanings that teachers attribute to the role of writing in History classes, considering, in addition, the theme of identities, differences, and racial relations in school formative processes. To analyze the data produced, references from Cultural Studies, post-modernity and post-colonialism are articulated with the critical and post-critical perspectives in Education and History Teaching, relating the discussions from studies on race relations. The recurrence of some signifiers in the discourse of other teachers from other school institutions evidences the existence of networks of meanings through which certain ways of teaching History are reproduced and reinvented. Thus, it is not possible to state with certainty the reasons for certain choices of the teachers, however, based on the indiciary paradigm of Ginzburg (1989), we can raise hypotheses and observe clues, marks and traces left in the subjects speeches, actions and gestures. These evidences, articulated with the networks of meanings (Furlan, 2004) and the idea of meanings (Hall, 2016), allow us to understand that what is at stake is not only the “teaching of History”, but the way in which this teaching is articulated with certain education projects and processes of production of subjectivities marked by power relations, silencing and erasure.
Palavras-chave: .
País: Brasil
Editor: Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Sigla da Instituição: UFMS
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/14258
Data do documento: 2025
Aparece nas coleções:Programa de Pós-graduação em Educação (Campus de Campo Grande)

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