Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/14195
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dc.creatorLAURA MARIN LUGO MAGDALENA-
dc.date.accessioned2026-01-12T20:15:13Z-
dc.date.available2026-01-12T20:15:13Z-
dc.date.issued2025pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufms.br/handle/123456789/14195-
dc.description.abstractEsta obra analiza la presencia históricamente invisibilizada de las mujeres en la Guerra del Paraguay (1864-1870), a través de una narrativa biográfica que articula la memoria familiar, la experiencia femenina y los Estudios Culturales. Francisca Martínez, una mujer paraguaya que sirvió como sargento durante la Guerra de Guasu, según relatos orales, encontró una imagen del Arcángel San Miguel entre los escombros de la guerra. Este episodio marcó profundamente a sus descendientes, forjando una identidad religiosa, cultural y simbólica que ha acompañado a la familia durante más de un siglo. Esta investigación analiza la memoria femenina como eje estructurante de la dinámica familiar, estacando el papel de las mujeres en la preservación de la fe, la atención y la transmisión de conocimientos. Las narrativas de los descendientes de Francisca revelan múltiples capas de resistencia: desde la supervivencia en el campo de batalla hasta las experiencias de violencia de género que enfrentaron sus sucesoras, como asesinatos, abusos, explotación, entre otras. En este sentido, el estudio demuestra cómo la violencia contra las mujeres, históricamente vinculada al patriarcado, trasciende distintas temporalidades y sigue siendo un grave problema en el siglo XXI, corroborado por las tasas actuales de feminicidio en Brasil. Esta investigación se estructura teóricamente con base en autores de Estudios Culturales, como Bhabha, Hall, Butler, Cevasco y hooks, y adopta metodológicamente un enfoque cualitativo, con énfasis en la narrativa biográfica y el análisis de las memorias transmitidas de generación en generación. Analiza cómo la escritura constituye un acto de resistencia, especialmente para las mujeres históricamente silenciadas por la historiografía oficial de la guerra, que privilegió las figuras y los logros masculinos. Concluye que las mujeres, al tiempo que apoyaban a sus familias en contextos de guerra, también crearon espacios de fe, afecto e identidad. Así, la investigación vincula el protagonismo femenino con el debate académico, ampliando la comprensión de las mujeres como agentes de transformación social, sujetos históricos y guardianas de memorias y tradiciones.-
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.publisherFundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sulpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectGuerra do Paraguai-
dc.subjectInvisibilidade-
dc.subjectLuta e Resistência-
dc.subjectProtagonismo Feminino-
dc.subjectViolência contra as Mulheres.-
dc.titleOS 50 TONS DE UMA MULHER: LUTA E RESISTÊNCIA DA PARTICIPAÇÃO FEMININA NA GUERRA DO PARAGUAIpt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.contributor.advisor1Janete Rosa da Fonseca-
dc.description.resumoEste trabalho analisa a presença historicamente invisibilizada das mulheres na Guerra do Paraguai (1864–1870), por meio de uma narrativa biográfica que articula memória familiar, experiência feminina e Estudos Culturais. Francisca Martinez, mulher paraguaia que atuou como sargenta durante a Guerra Guasu, segundo relatos transmitidos oralmente, encontrou uma imagem do Arcanjo São Miguel em meio aos destroços da guerra. Esse episódio marcou profundamente os descendentes, configurando-se com identidade religiosa, cultural e simbólica que acompanha a família por mais de um século. A investigação analisa a memória feminina como eixo estruturante nas dinâmicas familiares, destacando o papel das mulheres na preservação da fé, no cuidado e na transmissão dos saberes. A narrativa das descendentes de Francisca evidencia múltiplas camadas de resistência: desde a sobrevivência em campo de batalha até as experiências de violência de gênero enfrentadas por suas sucessoras, como assassinatos, abusos, exploração, entre outros. Nesse sentido, o estudo demonstra como a violência contra a mulher, historicamente vinculada ao patriarcado, atravessa temporalidades distintas e permanece como problema grave no século XXI, sendo corroborada por índices contemporâneos de feminicídio no Brasil. A pesquisa estrutura-se teoricamente a partir de autores dos Estudos Culturais: como Bhabha, Hall, Butler, Cevasco e hooks e metodologicamente adota abordagem qualitativa, com ênfase na narrativa biográfica e na análise das memórias de geração a geração. Discute-se como a escrita se constitui como um ato de resistência, especialmente para mulheres historicamente silenciadas pela historiografia oficial da guerra, que privilegiou figuras e feitos masculinos. Conclui-se que as mulheres, ao mesmo tempo em que sustentaram suas famílias em contextos de guerra, também criaram espaços de fé, afeto e identidade. Assim, a pesquisa associa o protagonismo feminino no debate acadêmico, ampliando a compreensão das mulheres como agentes de transformação social, sujeitos históricos e guardiãs de memórias e tradições.pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.initialsUFMSpt_BR
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