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https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/14176| Tipo: | Tese |
| Título: | PREVALÊNCIA E EVOLUÇÃO DE MICOSES PULMONARES E SISTÊMICAS EM PACIENTES COM AIDS E IMUNOSSUPRESSÃO GRAVE EM MATO GROSSO DO SUL |
| Autor(es): | Leilane Souza Prado Tair |
| Primeiro orientador: | Anamaria Mello Miranda Paniago |
| Resumo: | As doenças fúngicas pulmonares e sistêmicas constituem um importante problema de saúde pública, especialmente em pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHA) em estágios avançados de imunossupressão. Essas infecções apresentam elevada morbimortalidade, uma vez que são frequentemente diagnosticadas e tratadas de forma tardia ou inadequada. Isso decorre das manifestações clínicas inespecíficas, da indisponibilidade de métodos diagnósticos acurados e acesso limitado a antifúngicos de primeira linha. Este estudo investigou a frequência e a evolução clínica de criptococose, histoplasmose, pneumocistose (PCP), aspergilose pulmonar crônica (APC) e paracoccidioidomicose (PCM) em uma coorte de 232 pacientes com AIDS e contagem de CD4⁺ ≤ 200 células/mm³ atendidos em hospital de referência em Mato Grosso do Sul. A amostra foi composta majoritariamente por homens (68,5%) e pessoas autodeclaradas pardas ou pretas (74,6%). Quase a metade, tinham, com baixa escolaridade (42,6%) e renda mensal igual ou inferior a um salário mínimo (48,8%), evidenciando vulnerabilidade social importante. A mediana da contagem de células CD4⁺ foi de 59,5 células/mm³ e a carga viral mediana foi de 4,56 log/mL, refletindo diagnóstico tardio e/ou falha imunológica e virológica. A mortalidade global em seis meses foi de 15,9%, concentrada nas primeiras semanas após a admissão, e observou-se baixa taxa de recuperação imunológica entre os sobreviventes. A criptococose foi diagnosticada em 35 pacientes (15,1%), com taxa de mortalidade de 20%. Cefaleia (p=0,001), desorientação (p=0,003) e diplopia (p=0,002) foram manifestações associadas à sua ocorrência. A PCP apresentou prevalência de 9,5% e mortalidade de 22,7%, sendo diagnosticada exclusivamente por critérios clínico-radiológicos e em pacientes com diagnóstico recente de HIV. As manifestações clínicas predominantes foram tosse e dispneia (p |
| Abstract: | Pulmonary and systemic fungal diseases constitute a significant public health problem, especially in people living with HIV/AIDS (PLWHA) in advanced stages of immunosuppression. These infections present high morbidity and mortality, since they are frequently diagnosed and treated late or inadequately. This is due to nonspecific clinical manifestations, the unavailability of accurate diagnostic methods, and limited access to first-line antifungals. This study investigated the frequency and clinical evolution of cryptococcosis, histoplasmosis, pneumocystosis (PCP), chronic pulmonary aspergillosis (CPA), and paracoccidioidomycosis (PCM) in a cohort of 232 AIDS patients with CD4⁺ counts ≤ 200 cells/mm³ treated at a reference hospital in Mato Grosso do Sul. The sample was predominantly composed of men (68.5%) and people who self-identified as mixed-race or black (74.6%). Almost half had low levels of education (42.6%) and a monthly income equal to or less than one minimum wage (48.8%), highlighting significant social vulnerability. The median CD4⁺ cell count was 59.5 cells/mm³ and the median viral load was 4.56 log/mL, reflecting late diagnosis and/or immunological and virological failure. The overall mortality rate at six months was 15.9%, concentrated in the first weeks after admission, and a low rate of immunological recovery was observed among survivors. Cryptococcosis was diagnosed in 35 patients (15.1%), with a mortality rate of 20%. Headache (p=0.001), disorientation (p=0.003), and diplopia (p=0.002) were manifestations associated with its occurrence. PCP had a prevalence of 9.5% and a mortality rate of 22.7%, being diagnosed exclusively by clinical-radiological criteria and in patients with a recent HIV diagnosis. The predominant clinical manifestations were cough and dyspnea (p |
| Palavras-chave: | Micose pulmonar. Infecção fúngica. AIDS. Epidemiologia. Criptococose. Histoplasmose. Pneumocistose. Aspergilose. Paracocodiodomicose. |
| País: | Brasil |
| Editor: | Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul |
| Sigla da Instituição: | UFMS |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/14176 |
| Data do documento: | 2025 |
| Aparece nas coleções: | Programa de Pós-graduação em Doenças Infecciosas e Parasitárias |
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