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dc.creatorEMANUEL PAIVA SILVA-
dc.date.accessioned2026-07-25T21:15:48Z-
dc.date.available2026-07-25T21:15:48Z-
dc.date.issued2026pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufms.br/handle/123456789/14678-
dc.description.abstractThis article proposes an analysis of the feature film *Ganga Zumba* (1964), directed by Carlos Diegues, conducted through a dialogue between history and cinema. The general objective is to understand how the work constructs a critical discourse regarding slavery, Black resistance, and narratives about the *Quilombo dos Palmares*, operating as a discursive agent within the ideological struggles of Brazil prior to the 1964 military coup. Methodologically, the study relies on qualitative film analysis, drawing upon concepts from history and cinematic language, based on the work of scholars such as Mônica Kornis (1992) and José D’Assunção Barros (2008). The analysis demonstrates that the film breaks with traditional modes of representing Black people in national cinema by repositioning the enslaved subject as the absolute protagonist of their own political emancipation. Furthermore, the study concludes that the film’s aesthetic elements—such as the contrast between light and shadow (chiaroscuro), dialectical editing, and the soundtrack by Moacir Santos—function as expressive devices aligned with the *Cinema Novo* movement. Thus, the utopian quest for Palmares transforms into an allegory for the popular fronts active at the time of the film's production, engaging directly with demands for "Basic Reforms," ​​the mobilizations of the Peasant Leagues, and the need to transform the country's archaic land tenure structure—the latter being an issue that remains pressing in Brazil today.-
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.publisherFundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sulpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectGanga Zumba-
dc.subjectCinema Novo-
dc.subjectRepresentação Negra-
dc.subjectHistória e Cinema-
dc.subject.classificationCiências Humanaspt_BR
dc.titleEntre História e Cinema: Uma Análise do Filme Ganga Zumba, de Cacá Diegues (1963)pt_BR
dc.typeTrabalho de Conclusão de Cursopt_BR
dc.contributor.advisor1MIGUEL RODRIGUES DE SOUSA NETO-
dc.description.resumoNo presente artigo propomos uma análise do longa-metragem Ganga Zumba (1964), dirigido por Carlos Diegues, realizada no diálogo entre a História e o Cinema. O objetivo geral consiste em compreender como a obra constrói um discurso crítico sobre a escravidão, a resistência negra e as narrativas sobre o Quilombo dos Palmares, operando como um agente discursivo inserido nas disputas ideológicas do Brasil pré-golpe militar de 1964. Metodologicamente, a investigação pauta-se na pesquisa qualitativa de análise fílmica, mobilizando conceitos da História e da linguagem cinematográfica, a partir de referenciais como Mônica Kornis (1992) e José D’Assunção Barros (2008). A análise demonstra que o filme promove uma ruptura nos regimes tradicionais de representação do negro na cinematografia nacional ao reposicionar o sujeito escravizado como protagonista absoluto de sua emancipação política. Ademais, conclui-se que os elementos plásticos da obra — como o contraste de luz e sombra (chiaroscuro), a montagem dialética e a trilha sonora de Moacir Santos — funcionam como recursos expressivos alinhados ao Cinema Novo. Dessa forma, a busca utópica por Palmares transmuta-se em alegoria das frentes populares contemporâneas à produção, dialogando diretamente com as demandas pelas Reformas de Base, com as mobilizações das Ligas Camponesas e com a necessidade de transformação da estrutura fundiária arcaica do país, este último elemento ainda premente hoje no país.pt_BR
dc.publisher.countrynullpt_BR
dc.publisher.initialsUFMSpt_BR
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