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Tipo: Tese
Título: VIOLÊNCIA OCUPACIONAL CONTRA MÉDICOS E EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UNIDADES DE PRONTO ATENDIMENTO DE CAMPO GRANDE, MS
Autor(es): Ariane Calixto de Oliveira
Primeiro orientador: Albert Schiaveto de Souza
Resumo: A violência ocupacional em unidades de pronto atendimento constitui um fenômeno crescente e complexo no campo da saúde. Este estudo objetivou investigar a violência ocupacional vivenciada por profissionais médicos e equipe de enfermagem atuantes nas Unidades de Pronto Atendimento e Centros Regionais de Saúde vinculados à Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Trata-se de uma pesquisa exploratória, descritiva e analítica, com abordagem quantitativa e amostragem não probabilística por conveniência. Os dados foram coletados por questionário estruturado e analisados nos softwares Excel® 2019 e SPSS® 23.0. A análise estatística dos dados foi conduzida no software SPSS®, versão 23.0. Participaram 170 profissionais: 71,8% do sexo feminino, 49,4% técnicos de enfermagem, 32,4% enfermeiros e 18,2% médicos. A percepção de segurança no trabalho apresentou mediana de 3 em escala de 0 a 10. Entre os fatores de risco mais citados destacaram-se acompanhantes violentos (88,2%), ausência de segurança (84,7%) e pacientes agressivos (82,9%). Quanto aos tipos de violência sofrida, 89,4% violência verbal, 35,3% violência moral, 16,5% relataram violência física e 6,5% violência sexual. Conclui-se que a violência ocupacional em unidades de pronto atendimento configura-se como um problema relevante e multifatorial, com índices importantes de violência verbal, física, moral e sexual, impactando diretamente a segurança e o bem-estar dos profissionais de saúde. Os achados evidenciam a necessidade de medidas institucionais que incluam o fortalecimento da segurança, capacitação para manejo de situações de risco e implementação de políticas públicas voltadas à prevenção e mitigação desse fenômeno. A adoção de tais estratégias é fundamental para promover ambientes de trabalho mais seguros e para preservar a saúde física e mental destes profissionais, protagonistas na assistência à saúde da população.
Abstract: Occupational violence in emergency care units constitutes a growing and complex phenomenon in the field of health care. This study aimed to investigate occupational violence experienced by physicians and nursing staff working in Emergency Care Units and Regional Health Centers linked to the Municipal Health Secretariat of Campo Grande, Mato Grosso do Sul. This is an exploratory, descriptive, and analytical study with a quantitative approach and nonprobabilistic convenience sampling. Data were collected through a structured questionnaire and analyzed using Excel® 2019 and SPSS® version 23.0. A total of 170 professionals participated: 71.8% were female, 49.4% were nursing technicians, 32.4% nurses, and 18.2% physicians. Perceived workplace safety showed a median score of 3 on a scale from 0 to 10. Among the most frequently reported risk factors were violent companions (88.2%), lack of security personnel (84.7%), and aggressive patients (82.9%). Regarding the types of violence experienced, 89.4% reported verbal violence, 35.3% moral harassment, 16.5% physical violence, and 6.5% sexual violence. It is concluded that occupational violence in emergency care units represents a relevant and multifactorial problem, with significant rates of verbal, physical, moral, and sexual violence, directly impacting the safety and well-being of health professionals. The findings highlight the need for institutional measures, including strengthening security, training for the management of risk situations, and the implementation of public policies aimed at preventing and mitigating this phenomenon. The adoption of such strategies is essential to promote safer work environments and to preserve the physical and mental health of these professionals, who play a central role in delivering health care to the population.
Palavras-chave: -
País: Brasil
Editor: Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Sigla da Instituição: UFMS
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/14306
Data do documento: 2026
Aparece nas coleções:Programa de Pós-graduação em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste

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